Animação

Animação

        Momento de alegria, para o povo se soltar na oração, descontrair, sair da inércia. É como se fosse a primeira marcha do carro. É essencial que seja um momento bem conduzido. Este momento consiste em levar músicas alegres e animadas que, de uma forma descontraída, são capazes de propiciar um sentimento de maior liberdade da pessoa com o meio em que se encontra e assim também, propiciar uma abertura da pessoa à ação de Deus. Faz-se necessário que os servos selecionem com muito cuidado, anteriormente ao grupo, as músicas que utilizarão neste momento, que precisam estar ligadas ao tema proposto para o GOU naquele dia bem como garantir que os gestos utilizados estejam já bem definidos para quem vai animar o grupo de forma que ela possa transmitir isso aos participantes sem improvisações.

        É preciso evitar agitação excessiva e buscar um ambiente propício a oração. É necessário ter cuidado ao conduzir esse momento para não causar constrangimentos aos mais tímidos e aos que estão vindo pela primeira vez. Não podemos encarar o momento de animação como um momento de brincadeira dentro do grupo, pois se assim o for ele torna-se desnecessário. A animação deve servir para também tocar os corações da assembléia, não pode ser vazia de sentido.

        Mas diante da realidade de um GOU com 15 minutos, durante o intervalo, qual deve ser o tempo dedicado à animação? Indica-se que seja avaliado de acordo com o grupo e até mesmo com o tema proposto para o dia, a necessidade e o tempo dedicado a esse momento. É importante aqui ressaltar que a animação faz parte de uma boa acolhida, e ela pode acontecer com apenas uma música. Basta que estejamos abertos ao Espírito para que essa música seja ministrada com unção para cumprir o seu efeito. Se o grupo é mais longo podemos usar uma ou mais músicas para a animação, mas o mesmo objetivo deve ser cumprido: dar uma boa acolhida permitindo que os participantes sejam introduzidos no clima de alegria, fraternidade e louvor.

        A animação pode ser feita pelo coordenador, pelo ministro de música ou por um servo que tenha esse carisma. Em qualquer dos casos, deve-se evitar interrupções bruscas das músicas agitadas para músicas lentas. O ideal é que se faça uma transição com músicas moderadas, ou quando o tempo não for suficiente, que se escolham apenas a música  moderada.

        Em todos os momentos do grupo de oração é interessante que o coordenador faça a transição entre todas as fases do grupo, como um bom condutor passa as marchas em um carro, sem trancos ou paradas bruscas, para que a assembléia nem perceba o encadeamento da reunião, mas desfrute do clima agradável que ela cria.